De referir que todas as equipes participantes do Campeonato Europeu Masculino de Handebol de 2026 receberam uma explicação completa das orientações da arbitragem, que são a seguir detalhadas abaixo e foram elaboradas pelo Comitê Técnico de Arbitragem da EHF.
1. Sanções
A aplicação de sanções, como as exclusões, é um mecanismo fundamental para manter a justiça e a segurança no recinto de jogo. Para os árbitros, as diretrizes enfatizam a importância de avaliar cada situação antes de aplicar qualquer punição.
Avaliar a gravidade de cada infração, considerar as intenções do defensor, bem como o impacto da ação sobre o adversário, e consultar o sistema de Vídeo Replay de vídeo (VR) quando houver alguma dúvida, são apenas alguns dos passos de que foram instruídos os árbitros, a seguir antes de tomar sua decisão. Fundamentalmente, a consistência nas sanções ao longo do encontro é crucial para garantir a justiça e a segurança no recinto.
2. Livres de 7 metros
Os livres de 7 metros, costumam ser momentos decisivos num jogo de handebol, onde precisão, tempo de reação e pressão psicológica convergem. Isso é tão verdadeiro para os jogadores, quanto para os árbitros, que precisam analisar inúmeros detalhes em uma fração de segundo, incluindo se o defensor impediu ilegalmente uma clara oportunidade de golo, se o atacante tinha o controle total da bola antes da falta e se houve alguma infração do guarda-redes, como um contato ilegal por trás ou defesa dentro da área dos 6 metros.
3. Jogo passivo
O jogo passivo apresenta desafios únicos para os árbitros, pois eles precisam interpretar se a equipe atacante está progredindo ativamente de forma a criar uma oportunidade de golo, ou simplesmente retardando a jogada, avaliando a intenção e o ritmo do jogo.
Além de reconhecer o movimento físico e o progresso na criação de situações para golo, os árbitros devem levar em consideração o contexto do jogo e o resultado do jogo em cada momento. Esta é outra área em que a consistência é fundamental para manter a justiça e o ritmo do jogo.
4. Falta ofensiva versus violação da área da área de baliza.
Para
distinguir entre uma falta ofensiva cometida por um atacante e uma violação da
área de gol0 cometida por um defensor ao entrar na área de baliza, as orientações
instruem os árbitros a levarem em consideração o seguinte: o ímpeto e qualquer potencial
vantagem obtida pelo atacante, bem como qualquer provocação por parte do
defensor.
Antes de aplicar qualquer penalidade, deve-se considerar a simulação por parte do defensor ou as reações exageradas por parte do atacante, sendo que os árbitros devem consultar o Vídeo Replay, em situações rápidas e pouco claras.
5. Passos
Para diferenciar entre movimentos naturais que favorecem o jogo e infrações que conferem vantagem injusta, recomenda-se que os árbitros prestem muita atenção ao conceito de "passo zero", em que os jogadores fazem contato mínimo com o solo para ocultar irregularidades. O Vídeo Replay, deve ser utilizada para verificar esses movimentos em momentos críticos, garantindo que o tamanho, a velocidade ou a corrida de aproximação do jogador não sejam fatores atenuantes.
6. Reação exagerada do atacante/defensor
Conforme o já mencionado no ponto quatro, os árbitros devem ter especial atenção às reações exageradas, pois esse tipo de comportamento pode influenciar a percepção do jogo e potencialmente induzir os árbitros a erros ou provocar reações do público. Devem avaliar se a reação ao contato é genuína ou não, e há tolerância zero para simulação ou comportamentos teatrais.
7. Uso da VR
Os árbitros utilizam o Vídeo Replay em situações confusas ou rápidas para tomar decisões rápidas, seguras e transparentes, aumentando a precisão e a imparcialidade sem substituir seu julgamento. As diretrizes enfatizam que o Vídeo Replay serve para auxiliar na tomada de decisões precisas e justas, sem interromper o fluxo do jogo. No entanto, o mesmo é uma ferramenta para apoiar o julgamento do árbitro, não para substituí-lo.
O Regras

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