Crónica de fim de semana relativa à PO01 e dedicada à
Fase Final Grupo “A” e Grupo “B”.
PO01 – Campeonato Nacional da 1.ª Divisão
Seniores Masculinos.
Fase
Final
Grupo “A”
5.ª
JornadaSporting 28 - 25 Benfica
ABC 24 - 27 Águas Santas
FC Porto 40 - 20 SC Horta
Na jornada que marca o fim da 1.º
volta desta Fase Final, um jogo a marcava, era nada mais nada menos que mais um
clássico da modalidade o Sporting / Benfica, que terminou
com a inesperada vitória da equipa leonina, que esta forma assinalou a sua primeira
vitória está época sobre os seus rivais, o Benfica por sua
vez ao perder este encontro poderá ter hipotecado de vez a sua candidatura ao
titulo nacional, tornando a disputa que vem mantendo com o
FC Porto acesa, mas a partir deste momento claramente favorável á equipa
nortenha (na nossa opinião). O encontro disputado no municipal de Odivelas que
contou uma razoável assistência, foi um encontro que conteve todas as nuances
para desejadas num encontro de andebol, teve equilíbrio, teve alternâncias no
marcador, teve equipas com fortes “apagões”, teve momentos de mau andebol, e
teve quanto a nós o momento decisivo do encontro, quando cerca dos 57 minutos e
com o marcador em 25-22 a favor do Sporting, Hugo figueira resolve ser uma das
figuras do encontro ao defender um livre de 7 metros marcado por David Tavares.
No entanto torna-se incompreensível (pelo menos para nós) como uma equipa (o
Sporting) que aos 49 minutos de jogo vencia por um diferencial de 7 golos (o
maior registado para qualquer das equipas ao longo do jogo – 24-17), entra numa
tremedeira tal que o adversário, aos 57 minutos e picos reduzia para a apenas 2
de diferença (25-23).No Sporting salienta-se a excelente exibição do cubano
Frankis Marzo com 8 golos, muito bem acompanhado pelo jovem Rui Silva (5 golos)
a jogar e a fazer jogar, e o “regresso” do “poder de fogo” de Fábio Magalhães
(6 golos). Uma nota de reportagem finalmente o Rudovic não saiu do banco. O
Benfica que na nossa opinião não teve a garra que lhe tínhamos visto no seu
último jogo, não contou com um Carlos Carneiro nos seus melhores dias (4
golos), tantos como os que marcaram David Tavares, Cláudio Pedroso e Nuno
Grilo, não se entendendo a pouca utilização deste elemento. Uma referência
final para a ausência de Dario Andrade onde foi bem visível a falta que faz a
esta equipa. Em Braga num encontro com
influência para a atribuição do 4.º lugar do Grupo “A” o Águas Santas foi
vencer a Braga. A Classificação ficou assim ordenada, 1.º Benfica e FC
Porto (45 pontos), 3.º Sporting (40 pontos), 4.º Águas Santas (34 pontos), 5.º
SC Horta e ABC (30 pontos).
ABC 24 – 27 Águas Santas
Num descaracterizado de público face á pouca afluência do mesmo, no Flávio Sá Leite, assistiu-se a um ABC / Águas Santas, cujo resultado final poderá influenciar a atribuição do 4.º lugar da classificação e talvez até decidir uma presença em provas Europeias na próxima época. Foi um encontro onde o equilíbrio predominou até cerca dos 26 minutos (11-11), mas mesmo dentro deste período o ABC esteve 11 minutos sem marcar (entre os 5 e os 16 minutos), após esta igualdade a equipa da Maia assumiu o comando do marcador até final do encontro, chegando a estar a vencer por um diferencial de 8 golos (22-14) aos 42 minutos. O ABC após um oportuno time out, e uma não menos oportuna retificação do sistema defensivo, consegue com alguma garra e uma maior eficácia defensiva, recuperara até aos 3 golos de diferença (22-19) quando estavam jogados cerca de 47 minutos, mas a partir deste momento uma gestão de resultado e de plantel bem como uma melhor adaptação ás alterações defensivas introduzidas pelo ABC, o Águas Santas, controlo sempre o resultado, nunca permitindo aproximações demasiado “perigosas”, com o ABC a praticar demasiadas falhas no ataque, na maior parte das vezes por precipitação. Na equipa bracarense a troca defesa / Ataque efetuada entre Hugo Rocha e Pedro Seabra resultou em pleno na nossa opinião, e o ressurgimento de Luís Bogas (8 golos, e grande eficácia nos 7 metros) como rematador, bem acompanhados por Miguel Sarmento (4 golos), foram dos fatores mais positivos da equipa, que se apresentou com demasiada ansiedade (na nossa opinião). O Águas Santas com uma poderosa meia distância constituída por Eduardo Salgado (3 golos), Pedro Cruz (8 golos) e Bosko (4 golos), sendo extraordinariamente acompanhados pelo homem do jogo o seu guarda-redes António Campos com uma eficácia de 44%. O encontro foi dirigido pela dupla lisboeta composta por António Trinca / Tiago Monteiro, que teriam produzido um trabalho bastante positivo se o seu critério na aplicação da sanção progressiva, não tivesse sido tão “largo” e por vezes incompreensível. Bem a Desqualificação aplicada a Hugo Rocha.
Nota – É incompressível, que uma mesa, que possui delegado não saiba os procedimentos a adotar quando se aplica 2 minutos, seguidos de Cartão Vermelho ao mesmo atleta, e tenha que ser o árbitro a vir explicar á mesa o que se tem de fazer. Para quê delegado?
FC Porto 40 – 20 SC Horta
Grupo “B”
5.ª
JornadaABC 24 – 27 Águas Santas
Num descaracterizado de público face á pouca afluência do mesmo, no Flávio Sá Leite, assistiu-se a um ABC / Águas Santas, cujo resultado final poderá influenciar a atribuição do 4.º lugar da classificação e talvez até decidir uma presença em provas Europeias na próxima época. Foi um encontro onde o equilíbrio predominou até cerca dos 26 minutos (11-11), mas mesmo dentro deste período o ABC esteve 11 minutos sem marcar (entre os 5 e os 16 minutos), após esta igualdade a equipa da Maia assumiu o comando do marcador até final do encontro, chegando a estar a vencer por um diferencial de 8 golos (22-14) aos 42 minutos. O ABC após um oportuno time out, e uma não menos oportuna retificação do sistema defensivo, consegue com alguma garra e uma maior eficácia defensiva, recuperara até aos 3 golos de diferença (22-19) quando estavam jogados cerca de 47 minutos, mas a partir deste momento uma gestão de resultado e de plantel bem como uma melhor adaptação ás alterações defensivas introduzidas pelo ABC, o Águas Santas, controlo sempre o resultado, nunca permitindo aproximações demasiado “perigosas”, com o ABC a praticar demasiadas falhas no ataque, na maior parte das vezes por precipitação. Na equipa bracarense a troca defesa / Ataque efetuada entre Hugo Rocha e Pedro Seabra resultou em pleno na nossa opinião, e o ressurgimento de Luís Bogas (8 golos, e grande eficácia nos 7 metros) como rematador, bem acompanhados por Miguel Sarmento (4 golos), foram dos fatores mais positivos da equipa, que se apresentou com demasiada ansiedade (na nossa opinião). O Águas Santas com uma poderosa meia distância constituída por Eduardo Salgado (3 golos), Pedro Cruz (8 golos) e Bosko (4 golos), sendo extraordinariamente acompanhados pelo homem do jogo o seu guarda-redes António Campos com uma eficácia de 44%. O encontro foi dirigido pela dupla lisboeta composta por António Trinca / Tiago Monteiro, que teriam produzido um trabalho bastante positivo se o seu critério na aplicação da sanção progressiva, não tivesse sido tão “largo” e por vezes incompreensível. Bem a Desqualificação aplicada a Hugo Rocha.
Nota – É incompressível, que uma mesa, que possui delegado não saiba os procedimentos a adotar quando se aplica 2 minutos, seguidos de Cartão Vermelho ao mesmo atleta, e tenha que ser o árbitro a vir explicar á mesa o que se tem de fazer. Para quê delegado?
FC Porto 40 – 20 SC Horta
Num encontro onde se poderia esperar algumas dificuldades para a equipa nortenha,
tudo se resumiu a um domínio constante desde o primeiro ao último minuto, por
parte da equipa azul, que comandou sempre o marcador, e rapidamente adquiriu
uma confortável vantagem, terminando por “cilindrar” positivamente o seu
oponente de hoje. Estranhamente a equipa do SC Horta, produziu uma exibição
completamente distante do seu normal, não se entendendo a pouca utilização do veterano
Yuriy Kostetsky (4 golos), que apenas concretizou de livres de 7 metros. A dinâmica
de jogo da equipa do FC Porto, não permitiu , quer defensivamente, quer
ofensivamente qualquer reação da equipa açoriana, que nos pareceu apática para
um jogo com estas características, devendo-se no entanto salientar as boas
indicações dadas pelo jovem Irineu Gomes (3 golos). No FC Porto, face á sua dinâmica
e à exigência do seu técnico na concentração seja qualquer o jogo, compreendeu-se
bem neste encontro a fraca utilização do jovem Hugo Rosário. Nesta equipa
deve-se acima de tudo destacar o trabalho coletivo, e a grande gestão que é
feita do plantel, onde se inclui a progressiva entrada dos jovens ativos, onde
desta vez Sérgio Rola com 7 golos foi o expediente máximo desta política, que dará
garantias de continuidade, que acompanhados por dois guarda-redes de nível internacional
em qualquer parte do mundo (Laurentino com 54% de Eficácia e Quintana com 50%
de Eficácia), formam uma verdadeira equipa. Dirigiu o
encontro a jovem dupla bracarense constituída por Alberto Alves e Jorge
Fernandes, que num encontro facílimo de dirigir, face ao comportamento de todos
os intervenientes, tiveram um critério disciplinar completamente desajustado,
no que foram ajudados por um uma mesa / ou delegado sem o “bom senso” que
deveria presidir a quem exerce estas funções. Devem ainda rever o seu conceito
de violação da área de baliza.
Grupo “B”
Xico Andebol 32 - 32 Belenenses
CDE Camões 19 - 24 AA Avanca
AC Fafe 27 - 28 Madeira SAD
Num
dos encontros mais importantes da jornada, o AC Fafe / Madeira SAD, que terminou com a vitória da equipa insular
pela diferença mínima, e que certamente a colocou a salvo que qualquer acidente
que possa envolver uma descida de divisão, ao contrário do seu adversário de
ontem que não fica em muito “bons lençóis” como se costuma dizer. Os
Madeirenses que se apresentaram apenas com 11 jogadores, chegaram ao fim dos 30
minutos iniciais a perder por 6 golos de diferença (17-11), efetuando uns
segundos 30 minutos de garra e determinação, onde a atuação do guarda-redes Luís
Carvalho com 44% de eficácia foi determinante, sendo muito bem acompanhado por
Leandro Nunes com 10 golos. No AC Fafe, que com este resultado não fica nada
bem em termos globais destaca-se pelo número de golos marcados o Luís Nunes com
8 golos. O outro encontro que poderia ter interesse competitivo disputou-se em
Guimarães e colocou frente a frente o Xico
Andebol e o Belenenses, e que poderia colocar os vimaranenses mais
aliviados em relação a uma possível descida de divisão, foi um encontro com a
equipa da casa a comandar grande parte do tempo o marcador, embora o maior
diferencial registado tenha sido de 4 golos, a favor do Xico aos 16 minutos
(14-10). O Belenenses nunca desistiu e foi equilibrando o marcador, de tal
forma que aos 38 minutos o marcador registava uma igualdade a 21, até final do
encontro o equilíbrio foi a nota dominante, com a equipa do Restelo a
estabelecer o resultado final a 30 segundos do fim a através da conversão de um
livre de 7 metros por Belone Moreira o seu melhor marcador, sendo muito bem
acompanhado por João Paulo Pinto com 7 golos. No Xico Andebol Pedro Correia com
8 golos e Jaime Barreiros com 6 golos foram os seus elementos em destaque. Em
Lisboa disputou-se o Camões / Avanca,
cujo único interesse era verificar se os liceais conseguiriam repetir a proeza
do último encontro entre estas equipas. No entanto o que se verificou foi mais
do mesmo com a AA Avanca a confirmar uma esperada vitória diante a equipa mais
fraca da prova e que com esta vitória poderá se ter colocado numa posição mais favorável
para evitar a descida de divisão. Na AA Avanca grande destaque para o seu guarda-redes
Luís Silva com 52 % de eficácia, e para Tiago Cunha com 9 golos, no Camões o “suspeito”
do costume, João Oliveira com 7 golos foi o marcador de serviço. Classificação
ficou assim ordenada, 1.º Madeira SAD (33 pontos), 2.º Belenenses (31 pontos),
3.º AA Avanca (29 Pontos), 4.º Xico Andebol (26 pontos), 5.ºAC Fafe (25 pontos)
e 6.º Camões (19 pontos).
O Banhadas Andebol











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