Antes de escrevermos sobre o tema do dia, queremos dar os parabéns à FAP pela realização do 1º All Star feminino. São iniciativas como estas que podem dar maior visibilidade ao andebol feminino que tanto precisa. Quanto à questão da data, é subjectiva e compreendemos a discordância dos administradores deste blog, mas aquilo que mais nos interessa é que pela primeira vez vai haver um All Star feminino.
É grande a expectativa para saber como vai a FAP escalonar as equipas nesta época de transição. Quantas zonas? Que equipas por zonas? A resposta a estas perguntas é sempre importante mas esta época assume especial importância, pelo facto desta época apurar as equipas que para o ano disputarão o regressado Campeonato Nacional da 1ª Divisão, voltando ao formato de duas divisões. Se a FAP não tiver cuidado na escolha das zonas, para o ano poderemos não ter as melhores equipas na 1ª Divisão, o que seria péssimo para o andebol feminino.
Infelizmente, ainda não temos a divulgação das equipas inscritas na PO9. Mas, pelas informações que recolhemos, acreditamos serem menos equipas do que na época passada! As alterações devem ser as seguintes: Saídas: Santa Isabel, Académica de Coimbra, Sir 1º de Maio e Porto Salvo. Entradas: Alcanena, São Félix e Maiastars B (embora não saibamos se esta equipa irá mesmo participar na PO9).
Ou seja, o grande objectivo da FAP ao acabar com o escalão de juniores era ter mais equipas seniores, mas parece que estranhamente isso não foi conseguido, já que deveremos ter menos equipas do que temporada passada. E isto vem também complicar as contas da FAP que esperava fazer vários grupos pois contava ter uma adesão grande de novas equipas, o que não sucedeu.
Aplauda-se a decisão da FAP, divulgada em comunicado oficial, que os grupos teriam como primeiro critério a atribuição de cabeça de séries. Isto parece mostrar que a FAP, mais do que as questões geográficas, terá como preocupação que as melhores equipas estejam presentes para o ano na 1ª Divisão, evitando que um sorteio puro ou questões geográficas colocassem as melhores equipas todas numa série, impedindo-as de irem à fase final.
Quantas séries? Duas séries parece-nos uma hipótese pouco plausível já que o final da primeira fase está previsto para o dia 18 de Dezembro, pelo que é praticamente impossível fazer tantos jogos em menos de 3 meses. Mas, caso a FAP decidisse assim, a opção seria colocar os 4 cabeças de série mais a Sul na Zona Sul e os 4 mais a Norte na Zona Norte (Recordamos que os 8 cabeças de série seriam as 8 equipas da fase final do ano passado). Mas parece-nos que é uma hipótese difícil de colocar em prática.
Quatro séries também nos parece uma hipótese muito pouco ajustada. Acreditamos que fosse esta a ideia inicial da FAP, acreditando que iriam aparecer bastante mais equipas, mas com menos equipas do que no ano passado, dariam séries de 6 e algumas com 5 (!), algo extremamente curto, desprestigiante e que deixaria as equipas ainda mais dependentes da colocação das séries. Se a FAP decidisse por este formato, colocaria 2 cabeças de série em cada série. Mas voltamos a dizer que não acreditamos neste formato. Seria muito mau que se decidisse quem estará para o ano na 1ª Divisão, com mini-grupos de 5 e 6 equipas.
Por exclusão de partes, parece-nos que a única solução aceitável são 3 séries. 2 séries de 7 e uma com 8 equipas parece-nos um número já mais razoável e que assenta que nem uma luva aos tempo de competição previsto nas datas apresentadas pela FAP.
Vamos a questão mais complexa: Como dividir as equipas pelas 3 séries? Há 3 premissas que julgamos deverem ser respeitadas: A premissa dos cabeças de série, definida (e muito bem) pela FAP, a questão das duas equipas do Maiastars que, na nossa opinião, não devem ficar na mesma série por causa da verdade desportiva e a questão das duas equipas da Madeira que têm que ficar na mesma série por questões financeiras.
Face a estes 3 pressupostos, consideramos haver 3 cenários possíveis (sendo os dois primeiros ligeiras variantes um do outro), pelo que os enumeraremos pela nossa ordem de preferência.
Cenário 1 A : O primeiro cenário possível e que é aquele que consideramos mais adequado é a atribuição de 6 cabeças de série aos 6 primeiros classificados da última época. No primeiro pote ficariam as 3 primeiras equipas e no segundo pote os classificados entre o 4º e 6º lugar da época passada. Em cada uma dessas 3 séries ficariam 2 cabeças de série (um do primeiro pote e outro do segundo), sendo as restantes equipas sorteadas num sorteio puro.
Cenário 1 B : O cenário e semelhante só que em vez de 6 cabeças de série seriam 8 cabeças de série. O nono cabeça de série seria o Sports Madeira que teria que ficar na série do Madeira Sad (como em qualquer outro cenário). No primeiro pote ficariam as 3 primeiras equipas, no segundo pote os classificados entre o 4º e 6º lugar da época passada e no 3º pote as equipas classificadas no 7º e 8º lugar mais o Sports Madeira. Em cada uma dessas 3 séries ficariam 2 cabeças de série (um do primeiro pote, outro do segundo e outro do terceiro), sendo as restantes equipas sorteadas num sorteio puro.
Cenário 2: Este cenário levaria em conta, além da questão dos cabeças de série, as questões geográficas. Não são absolutamente compatíveis, mas considerando os 8 cabeças de série, a regra é que nenhuma série poderia ter mais de 3 cabeças de série. Deixamos aqui aquela que poderia ser a nossa ideia para estas 3 séries:
Série Sul: Madeira Sad, Gil Eanes, Juve Lis (3 cabeças de série), Sports Madeira, Porto Salvo, Passos Manuel e Alcanena
Série Centro: Colégio João de Barros, Alavarium, Colégio de Gaia (3 cabeças de série), Sao Bernardo, São Félix, Almeida Garrett, Salgueiros e Maiastars B (optamos aqui pela equipa B já que a Série Norte apenas tem 2 cabeças de série)
Série Norte: Académico do Porto, Juve Mar (2 cabeças de série), Palmilheira, Santa Joana, Maiastars, Cale e Alpendorada
Claro que se poderia também optar por deixar a Série Centro com apenas 7 equipas, colocando o Colégio de Gaia na Série Norte. O que é essencial é que nenhuma das zonas tenha mais do que 3 cabeças de série.
Para evitar subjectividades, preferimos claramente o cenário 1A ou 1B.
Em qualquer um dos cenários, defendemos que devem ser apurados para a fase final, os 3 primeiros classificados de cada uma das séries e depois far-se-ia uma poule a 3 entre os 4ºs classificados. Esperemos que a FAP não caia na tentação de apurar 3 equipas dos grupos de 7 e apurar 4 equipas do grupo de 8, porque a Zona Sul (caso decidam ir por este formato geográfico) será sempre mais forte, terá menos equipas e seria altamente injusto.
O que decidirá a FAP? Não fazemos ideia. Só esperamos que mantenham aquilo que afirmaram com a constituição das séries a ter em conta os cabeças de série em função da classificação da época passada. É muito importante para o andebol feminino que o Campeonato Nacional da 1ª Divisão, na próxima época, tenha as melhores equipas portuguesas e seja o mais competitivo possível. Tem a palavra a FAP.
Os Críticos Femininos